Por Maxime Chardome
18 de novembro de 2025
As equipes de segurança estão constantemente lutando contra o relógio, enquanto o intervalo entre a descoberta de uma vulnerabilidade e sua exploração ativa continua diminuindo. A abordagem tradicional, baseada em catálogos estáticos e generalizados de vulnerabilidades, já não é mais suficiente, deixando muitas organizações em um estado contínuo de incerteza e sobrecarga de informações.
O Desafio da Sobrecarga de Informações e de Dados Obsoletos
Bancos de dados públicos, embora úteis para estabelecer uma linha de base de risco, muitas vezes carecem do contexto em tempo real e das instruções de remediação específicas necessárias para orientar ações decisivas. Isso deixa profissionais de segurança lutando com perguntas críticas e sem resposta:
- As informações sobre essa vulnerabilidade estão atualizadas?
- Estamos mais expostos do que outros?
- Como exatamente devemos remediá-la?
Quando as equipes não conseguem identificar o “sinal no meio do ruído” e priorizar seus esforços, deixam de operar de forma proativa, passando a trabalhar apenas de forma reativa, quando o dano muitas vezes já está feito.
Um programa realmente eficaz de gerenciamento e remediação de vulnerabilidades precisa ir além de uma simples enumeração. Ele deve levar a comunidade de segurança de uma postura reativa para uma redução de risco proativa.
A Inteligência Avançada de Vulnerabilidades é necessária para capacitar a ação, entregando insights oportunos, altamente contextualizados e acompanhados de recomendações específicas:
Priorização com Base no Mundo Real: A inteligência precisa refletir a exposição real do setor e da organização, atividade de ameaça observada e relevância de risco. Ela destaca as vulnerabilidades e ameaças que realmente importam para o setor e o perfil de risco exclusivo de cada organização.
Contexto Acionável: Ao combinar IA com a expertise humana, um sistema robusto ajuda você a entender não apenas quais vulnerabilidades existem, mas quais têm maior probabilidade de afetar seu ambiente. Essa inteligência é obtida a partir da observação e análise de bilhões de ativos conectados globalmente, oferecendo uma visão única e prática da atividade de ameaças em ambientes de IT, OT, IoT e equipamentos médicos.
Essa inteligência dinâmica não é apenas para pesquisa; ela precisa estar integrada às operações de segurança existentes. Em um cenário onde cada segundo conta, ter inteligência que acompanha a velocidade das ameaças permite que as organizações avancem rapidamente do status “explorável” para “protegido”. Isso direciona a equipe para as vulnerabilidades que realmente importam para as operações específicas do negócio, oferecendo clareza e ações concretas para reduzir riscos antes que incidentes ocorram.
Catálogo Estático vs. Inteligência Dinâmica de Vulnerabilidades
Catálogos como o CISA KEV são ferramentas valiosas e importantes, mas cumprem uma função diferente da de um recurso moderno de inteligência dinâmica de vulnerabilidades. Eles representam pontos distintos dentro do ciclo de vida de uma ameaça.
| Recurso | CISA Known Exploited Vulnerabilities (KEV) | Inteligência Dinâmica de Vulnerabilidades |
|---|---|---|
| Foco de Dados | Lista de vulnerabilidades já conhecidas por serem exploradas ativamente. | Insights contextuais e em tempo real, combinando dados internos e externos. |
| Contexto / Priorização | Estático e generalizado; sem contexto específico para um ambiente. | Dinâmico e altamente contextualizado; inclui setor, atividade de ameaça e relevância real. |
| Pergunta Central Respondida | O que devo corrigir porque atacantes já estão explorando? | O que essa vulnerabilidade significa para mim, agora? |
| Objetivo | Estabelecer uma linha de base de risco ativo conhecido. | Capacitar decisões mais inteligentes e rápidas, reduzindo risco de forma proativa. |
Em essência, o KEV é excelente para entender a severidade de uma vulnerabilidade, ele indica o que corrigir porque já é um problema comprovado. A inteligência dinâmica aprofunda essa base ao oferecer dados reais, contexto específico do setor e recomendações de mitigação, respondendo à pergunta crítica: o que corrigir primeiro, com base no meu perfil de risco?
Da Reação à Prevenção
Para sobreviver e prosperar em um cenário definido por velocidade e complexidade, as organizações precisam evoluir além do básico e adotar Inteligência Dinâmica de Vulnerabilidades. Essa inteligência é o diferenciador crítico que transforma uma lista genérica de ameaças em um plano claro e priorizado, moldado para o seu ambiente específico.
Ao concentrar seus recursos limitados nas vulnerabilidades que realmente importam agora, você conquista a clareza e os segundos preciosos necessários para estar protegido, e não apenas explorável.
A segurança moderna é definida por decisões mais inteligentes, ações mais rápidas e inteligência capaz de acompanhar o ritmo das ameaças. Saiba como a Armis pode te ajudar a ser mais proativo, em cybergate.solution.